quinta-feira, 20 de julho de 2017
Jazia sua bunda em uma cadeira, pés no chão, olhar fixo no monitor. Os dedos se mexiam sem parar. Não pensava em nada. Não sentia nada. Apenas digitava. Sem parar. Tecla após tecla. Nada surgia na tela. O som dos dedos nas teclas reverberava pelo espaço vazio. Era tudo vazio. A sala, os quartos. A casa inteira estava vazia. Nenhuma alma se encontrava naquele ambiente. Apenas o som das teclas se fazia ouvir. Mas ninguém escutava.
Do lado de fora a noite fria e escura madrugada adentro era permeada pelo uivo sombrio dos ventos cujos sons eram ouvidos por ninguém. E na rua, estacionados estavam dois carros velhos e surrados. Um era verde o outro azul. Dentro deles não havia ninguém. Do outro lado da rua havia uma casa em cujo jardim havia plantas que cresciam lentamente. Ela tinha um porão e dentro deste porão não havia solidão, pois até a solidão precisa ser sentida por alguém.
No final daquela rua sem saída havia uma última casa. No fundo da casa, havia uma edícula. Dentro da edícula havia um quarto arrumado como quem o arruma para nunca mais voltar. Sobre a cama, nenhuma dobra, nenhum vestígio de qualquer criatura viva. Não havia poeira em cima dos móveis. Não havia sapatos debaixo da cama. Se houvesse alguém naquela cama e fosse uma pessoa curiosa, olharia pela janela, veria o prédio de oito andares que havia na rua de cima e se questionaria sobre aquele apartamento de luz acesa. Quem estaria insone uma hora dessas?
Ninguém. Aquele quarto num apartamento do sexto andar daquele prédio de oito andares que se localizava na rua de cima e cuja luz estava acesa encontrava-se na mais profunda solidão. Diferentemente do quarto acima, encontrava-se completamente bagunçado. Seja lá quem for, a última criatura que de lá saiu tinha algum motivo para fazê-lo bem rapidamente. Talvez seja esse o motivo da luz estar acesa. Talvez, por ser de LED, a lâmpada ainda não tivesse queimado. Não é possível saber por quanto tempo ela estivera acesa. Nem por quanto tempo estará...
quinta-feira, 13 de julho de 2017
fiquei com preguiça de terminar mas vou postar mesmo assim
Ela era formosa. Dropava dragões invertidos enquanto corria fornida pelas pradarias virtuais. As folhas das árvores cibernéticas balangavam soltas pelo espaço-tempo. Um sussurro grave se fazia ouvir quase imperceptível. Ele vinha das montanhas que barravam as tsunamis no vento que soprava forte e implacável por toda atmosfera. Em seu cume, dragões unicórnios prateados lancinantes em cujos chifres haviam amarradas as cordas do balanço que sustentava um casal de namorados, cuspiam fogo congelado pelo tempo. Eles balançavam preguiçosamente à sorte do vento e do tempo. O sussurro cantarolava timidamente cantigas nóricas da era medieval. O casal de polvos enamorados, entrelaçados de tal forma que não era possível saber que tentáculo era de quem, estavam paralisados eternizando o momento. Ela fazia piruletas mágicas enquanto os dragões voltavam no tempo. Eles ouviam as canções nórdicas de trás para frente, parecia uma ciranda épica. Satanás observava tudo, escondido atrás de uma árvore. As borboletas causavam inveja nas folhas secas e mortas que se desprendiam das árvores e cujo destino era a decomposição. Satanás morria de vontade de apanhá-las no ar. Seu pelo branquinho refletia o sol, ofuscava quem o olhasse diretamente a quilômetros de distância.
Mandrágoras cresciam lentamente enquanto o leito do rio de leite transparente exibia o ritual amoroso dos baiacus amarelos. Eles amorteciam a marola causada pelo maromba que nadava desengonçado. Desgovernada, uma mula descia a ribanceira ao longe. Ela,sonâmbula, sorria e sonhava com o saudoso sorvete de salame. Satanás via tudo de soslaio. A mula observava seu trajeto cuidadosamente com seu monóculo enquanto deduzia cada movimento a partir da análise metódica de cada desnível do solo. Os baiacus, em êxtase, rebatiam de volta toda marola do maromba maroto, que observava tudo muito intrigado. O farfalhar do trigo ao trote dos três trasgos troncudos que trajavam trapos, trazia os trevo a gargalhar.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
On jack tall beck
Caraca , quanto tempo
estou no trampo , sem nada pra fazer , monotoniedade , essa palavra nao existe , o mundo se fecha num ciclo de infinitos comecos e fins , quando esperamos algo de alguem apenas o que recebemos é deecepção.
Nao sei o motivo da minha visita a este lugar novamente , apenas sei que o tempo que passei fora talves nao tenha me feito assim tao bem , tenho falta de que eu era , outro dia me peguei pensando que estou no lugar em que jurei nunca estar , estava lah , monotono , o pensamento veio , estava ficando realmente adulto , uma vida de merda , sem aventuda , apenas comprindo o papal na sociedade , esta que esta cada vez pior , cada vez mais degradada. Estou mais velho , mais sabio quem sabe , nao sei , a sabedoria nao deveria ser medida , quantificada , digitalizada , a sabedoria deveria ser apenas compartilhada , utilizada , VISTA !
Novos olhares sempre surgem , sempre olham , sempre observam , eu mesmo , em cada dia da minha monotona vida apenas observo , como um espectador de uma novela da vida real , sem uma participacao ativa no pocesso , sem saber o que fazer , sem ter o que fazer , apenas observo pacientemente a vida passar , sou fraco , nao possuo a forca para me mover .
" A vida tende a dar certo , nos que ficamos no caminho " esse é a minha lembraca de um titulo de um livro que vi alguem em algum lugar lendo , as palavras nao eram exatamente estas , mas o ideia do titulo do livro era essa , eu me pergunto , sera verdade ? sera que a vida realmente tende a dar certo ? somos nos que atrapalhamos o andamento ? Nao acredito nisso , se esta fosse a verdade absoluta todos nos seriamos iguais a min , apenas um observador no espetaculo da vida , o mundo nao iria para frente , estariamos ainda olhando prara a arvore pegando fogo na tempestade de raios , estariamos ainda obsevando os medievais sangrentos jogos de morte com olhos brilhando de emoção.
TEMOS que tomar controle de nossa vida , nao podemos ser apenas um observador , temos que ir pra cima deles , ganhar , vencer , lutar , viver .
Just do it !
Um desabafo de um monotono ...
estou no trampo , sem nada pra fazer , monotoniedade , essa palavra nao existe , o mundo se fecha num ciclo de infinitos comecos e fins , quando esperamos algo de alguem apenas o que recebemos é deecepção.
Nao sei o motivo da minha visita a este lugar novamente , apenas sei que o tempo que passei fora talves nao tenha me feito assim tao bem , tenho falta de que eu era , outro dia me peguei pensando que estou no lugar em que jurei nunca estar , estava lah , monotono , o pensamento veio , estava ficando realmente adulto , uma vida de merda , sem aventuda , apenas comprindo o papal na sociedade , esta que esta cada vez pior , cada vez mais degradada. Estou mais velho , mais sabio quem sabe , nao sei , a sabedoria nao deveria ser medida , quantificada , digitalizada , a sabedoria deveria ser apenas compartilhada , utilizada , VISTA !
Novos olhares sempre surgem , sempre olham , sempre observam , eu mesmo , em cada dia da minha monotona vida apenas observo , como um espectador de uma novela da vida real , sem uma participacao ativa no pocesso , sem saber o que fazer , sem ter o que fazer , apenas observo pacientemente a vida passar , sou fraco , nao possuo a forca para me mover .
" A vida tende a dar certo , nos que ficamos no caminho " esse é a minha lembraca de um titulo de um livro que vi alguem em algum lugar lendo , as palavras nao eram exatamente estas , mas o ideia do titulo do livro era essa , eu me pergunto , sera verdade ? sera que a vida realmente tende a dar certo ? somos nos que atrapalhamos o andamento ? Nao acredito nisso , se esta fosse a verdade absoluta todos nos seriamos iguais a min , apenas um observador no espetaculo da vida , o mundo nao iria para frente , estariamos ainda olhando prara a arvore pegando fogo na tempestade de raios , estariamos ainda obsevando os medievais sangrentos jogos de morte com olhos brilhando de emoção.
TEMOS que tomar controle de nossa vida , nao podemos ser apenas um observador , temos que ir pra cima deles , ganhar , vencer , lutar , viver .
Just do it !
Um desabafo de um monotono ...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
A velocidade da luz e o tempo.
Tava aqui me distraindo com a questão da velocidade da luz. E em alto que pudesse quebrar este limite.
Talvez pudéssemos observar o passado com isso. Da mesma forma que vemos estrelas a milhões de anos-lus de distância, cuja luz fora emitida a milhões de anos atrás, a luz que nosso planeta emitiu na época dos dinossauros ainda está vagando pelo espaço. Se conseguíssemos enviar sondas e reconstituir os fótons perdidos poderíamos ver nosso planeta no passado. Dependendo da qualidade dos equipamentos poderíamos ver em detalhes como os dinossauros eram. ver se eram cobertos de penas ou não. Isso é muito intrigante... Poderíamos ver as guerras acontecendo!
Se nosso universo for mesmo um programa rodando dentro de um computador, se conseguíssemos acesso de super usuário poderíamos ver tudo o que aconteceu em detalhes pegando os valores dos endereços de memória referentes aos fótons emitidos naquela época e reconstituir com precisão absurda tudo o que aconteceu! Talvez desse para ver microrganismos até!
Isso seria absurdo. Acho que é a ideia mais distante que eu já pensei.
Talvez pudéssemos observar o passado com isso. Da mesma forma que vemos estrelas a milhões de anos-lus de distância, cuja luz fora emitida a milhões de anos atrás, a luz que nosso planeta emitiu na época dos dinossauros ainda está vagando pelo espaço. Se conseguíssemos enviar sondas e reconstituir os fótons perdidos poderíamos ver nosso planeta no passado. Dependendo da qualidade dos equipamentos poderíamos ver em detalhes como os dinossauros eram. ver se eram cobertos de penas ou não. Isso é muito intrigante... Poderíamos ver as guerras acontecendo!
Se nosso universo for mesmo um programa rodando dentro de um computador, se conseguíssemos acesso de super usuário poderíamos ver tudo o que aconteceu em detalhes pegando os valores dos endereços de memória referentes aos fótons emitidos naquela época e reconstituir com precisão absurda tudo o que aconteceu! Talvez desse para ver microrganismos até!
Isso seria absurdo. Acho que é a ideia mais distante que eu já pensei.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Uma linda história de amor.
Um psicopata vira para outro e diz: "O açúcar acabou."
Começa um diálogo:
-O açúcar da alma?
-Não, o açúcar do pensamento positivo.
-O que você gosta de fazer sem palmito?
-Matar pessoas com palmitadas na cara.
-Você fica com raiva por causa diso?
-Não, mas eu consigo por a perna atrás das costas antes que tudo fique vermelho.
-Por quê?
-Não, você não está entendendo nada, volte do começo e leia tudo novamente.
-Ok, mas só se você me devolver a cor deste fumo!
-Nunca! Só por cima do meu cadáver!
-Qual deles? Você tem tantos...
-O que eu farei daqui alguns instantes.
A situação fica tensa e ambos começam a respirar de maneira ofegante, até que um deles quebra o silêncio:
-Você viu o jogo de ontem?
-Não.
Linda história de amor.
Começa um diálogo:
-O açúcar da alma?
-Não, o açúcar do pensamento positivo.
-O que você gosta de fazer sem palmito?
-Matar pessoas com palmitadas na cara.
-Você fica com raiva por causa diso?
-Não, mas eu consigo por a perna atrás das costas antes que tudo fique vermelho.
-Por quê?
-Não, você não está entendendo nada, volte do começo e leia tudo novamente.
-Ok, mas só se você me devolver a cor deste fumo!
-Nunca! Só por cima do meu cadáver!
-Qual deles? Você tem tantos...
-O que eu farei daqui alguns instantes.
A situação fica tensa e ambos começam a respirar de maneira ofegante, até que um deles quebra o silêncio:
-Você viu o jogo de ontem?
-Não.
Linda história de amor.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
A Máquina
Dentre tudo aquilo que é inexorável, ele é o mais. Talvez a própria inexorabilidade dependa dele. A entropia sempre aumenta por causa dele. Tudo o que é bom e o que é ruim é consumido por ele para nunca mais voltar. Apenas os estímulos provocados por algumas sinapses sobram, para tentarem nos provar que algo realmente um dia existiu. Quando o texto é lido, cada frase vira um conceito abstrato, para entende-lo as três ultimas coisas ditas estão bem claras na mente do leitor, já a quarta... Está sendo consumida. Ela já cumpriu sua sentença. Mas o leitor não deve se afobar, é bom que ela tenha cumprido seu papel e que tenha sido esquecida. Como haveria o leitor de entender o que é dito agora se aquele significado contido na introdução estivesse até agora se misturando com tudo o que está sendo lido? Seria inviável. Por essas e outras razões o que passou, passou e o que vem ainda não existe, portanto, pode ser mudado. E é para isso que os humanos servem à existência.
Não é possível medir a inexorabilidade infinita de algo, mas, apesar disso, ele ainda pode ser medido. E para isso um oscilador harmônico balança de um lado ao outro. O movimento parece nele começar, mas não começa. Começa em um grande peso cuja massa é aproximadamente cinquenta quilogramas preso à quinze metros de altura. Nele está contida a energia potencial gravitacional que faz com que o oscilador se mantenha em movimento, enquanto a energia ainda existir no peso que, pendurado por um cabo de aço, transmite a força para um carretel que, por sua vez, a transforma em torque, que é um tipo de força circular, que é por sua vez transmitido atravéz de uma série de rodas dentadas até uma engrenagem especial onde, para um lado, um sistema dosa a quantidade de energia que vai para o oscilador, para o outro move um sistema de indicadores que têm a função de mostrar quanta energia foi jogada fora.
O oscilador é um peso preso à uma haste de tamanho fixo. A haste não é simples, é formada por metais engenhosamente configurados para que a dilatação térmica de um cancele a do outro, tudo para manter o comprimento fixo independente da temperatura ambiente. Uma mola estrategicamente colocada evita que o oscilador receba mais energia do que um dado limite. Caso a energia passe, um arredondamento matemático feito para simplificar uma formula que seria, em sua forma mais simples, uma equação diferencial ordinária faria com que houvesse um erro, que se acumularia durante o funcionamento da máquina. Se mais energia ainda fosse para o sistema oscilador, ele poderia começar a colidir com outras peças, causando um desgaste prematuro, ruído e mais perda desnecessária de energia.
Um engenhoso sistema existia para avisar sonoramente quanto de energia já havia sido desperdiçada pelo sistema. Outro peso também de aproximadamente cinquenta quilos, também estava preso à quinze metros de altura por um cabo que também puxava um carretel cujo movimento era amplificado por rodas dentadas. Mas dessa vez eles levavam à uma roda cujo movimento era retardado por abas que atritam com o ar quando em movimento. O atrito aumenta com o quadrado da velocidade, entretanto, a velocidade aumenta linearmente graças à força peso. O que resulta em um ponto de equilíbrio onde a velocidade de rotação é constante. O movimento só acontece por causa de outro sistema que libera, de meia em meia volta do indicador do outro sistema. Quando isso acontece, o sistema aciona um martelo que bate em um sino. No primeiro quarto de volta, entretanto, um sistema recolhe uma catraca que faz com que o sino bata progressivamente, a cada volta, uma batida a mais, até um dado limite, onde a catraca é reiniciada.
Era uma máquina incrível. Ela simplesmente mostrava explicitamente a entropia funcionando. Mostrava o quanto é efêmero tudo aquilo que existe. E como tudo é consumido. Como toda a energia que está em algum lugar tende a se espalhar por todo o universo e tudo tende a se tornar frio e escuro.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Testando pra ver se eu ainda sei escrever...
Queria escrever qualquer coisa só por escrever mesmo, faz tempo que não escrevo nada, então eu resolvi começar a escrever.
Eu me sinto um bosta porque não sei gramática direito. Sinto que isso é uma coisa importante. Sintaxe e essas coisas. Não existe semântica sem a sintaxe, se parar para pensar. Queria saber as classes gramaticais, as funções sintáticas, isso é muito louco. O mais impressionante é que isso tenha surgido sem o total planejamento. As pessoas começam a emitir sons umas para as outras por necessidade de comunicação. Duvido que alguém antes de ter dito "uga buga" ou algo parecido tenha se preocupado com o que são substantivos, adjetivos, verbos, advérbios e essas porras todas.
Acho que esse vai ser outro texto que eu vou deletar assim que terminar de escrever. Eu faço muito disso. Principalmente quando eu fujo do assunto e começo a falar coisas que são muito incertas. Coisas que não estão sólidas em minha mente. Não que exista alguma coisa plenamente sólida na minha mente, é difícil ter certeza total de alguma coisa. Aliás, eu diria que é impossível. Eu só assumo certas certezas por que seria inviável se comunicar sem elas. Por exemplo, se eu, quando estivesse conversando com você, começasse a duvidar que você está mesmo aí, isso faria com que a nossa conversa ficasse estranha porque eu estaria pensando em uma coisa tensa ao mesmo tempo que estaria tentando pensar no que responder quando você me perguntasse qualquer bosta que as pessoas normalmente conversam sobre, como por exemplo qual a minha banda preferida ou qual programa de tv eu mais gosto de ver. Se bem que é bem mais divertido pensar sobre nossas próprias existências do que falar sobre bandas ou programas de tv. Principalmente programas de tv.
Não me venha falar de programas de tv. Aliás, esse é um dos motivos que eu acho que me fazem conversar tão pouco com a maioria das pessoas, elas falam muito sobre coisas que eu não conheço e pouco sobre o que eu conheço bem. Não as culpo por isso, muito pelo contrário, é uma escolha totalmente minha me fechar nesse mundo da matemática e da tecnologia... Não to nem aí pra quem vai ganhar a eleição ou se o pt roba mais que o psdb, se o time de futebol tal paga tantos milhões para tal jogador e essas merdas todas. Não ligo MESMO. Eu não ligo pra muitas coisas. Não gosto de falar isso também por que muita gente diz que não liga para parecerem legais ou qualquer outra coisa, mas na verdade elas ligam sim e só querem parecer algo que não são. Como isso é comum, é natural que, estatisticamente, você assuma que uma pessoa que fala que não liga para algo na verdade ligue
Mas o mais bizarro não é isso. O mais bizarro é quando elas passam a te odiar por não concordar com o que elas falam. Aí é foda. Mas por outro lado é bom por que fica fácil de escolher amigos, é só discordar de tudo que uma pessoa que você não goste fala. O problema da tecnologia é que muitas vezes a pessoa já sabe sobre o que você gosta e sobre o que você não gosta por causa das redes sociais. É só entrar lá no perfil da pessoa e fuçar por uns 10 minutos, decorar o nome de umas 4 bandas, 5 filmes, alguns lugares... De preferência os menos conhecidos que a pessoa vá, por que se for um lugar, banda ou filme que muita gente conheça você não vai parecer especial. Pesquisando um pouco você pode fingir que é a pessoa perfeita para qualquer outra pessoa. Aí quando a pessoa falar sobre algo que você gosta sabendo que você gosta e você disser que não gosta ela vai pensar que você é maluco. Ou ficará na cara que você tá tentando afugentar a pessoa. De uma forma ou de outra o resultado não será exatamente o planejado... Isso me preocupa levemente pois no meu facebook eu curto só coisas aleatórias. Não dá pra descobrir absolutamente nada sobre o que eu gosto ou sobre o que eu não gosto pelas coisas que eu curti lá.
Até por que eu curto coisas que eu detesto por que eu gosto de conhecer. "Conheça teus inimigos." As pessoas falam bostas e eu fico pensando que o mundo está mesmo perdido. Eu gosto disso. Eu estava ouvindo hoje mesmo uma música extremamente irritante e estava gostando. Olhei para dentro de minha alma e achei estranho. Eu gostava da intensidade do que estava sentindo. Era uma espécie de masoquismo musical. Me impressionava em quanto aquela música era irritante, mas eu não parava de ouvir. Procurei mais.
Voltando ao facebook, sobre as coisas que as pessoas curtem, se parar para pensar, não dá pra descobrir nada sobre ninguém vendo o que a pessoa curte. Isso só faz com que ela se identifique com determinados grupos sociais, o que no fundo não significa nada. O que significa se uma pessoa curte madona e outra curte o Eminem? Bosta nenhuma. E se uma pessoa vota no pt, outra no psdb, outra no tiririca e outra detesta política e vota nulo pq "foda-se"? Também não quer dizer merda nenhuma. A ignorância de uma pessoa em um determinado aspecto não diz nada sobre sua índole e nem sobre nada. Só diz mesmo a respeito daquele determinado assunto.
É por isso que eu acho medalhas bizarras. Se eu ganhasse uma medalha por alguma coisa imbecil que eu faça, tipo sei lá, ser campeão de montagem de cubo mágico subaquática, isso não vai significar nada. Eu venderia a medalha. Talvez não vendesse se ela fosse de ouro. Ouro é um elemento muito interessante... Mesmo se fosse alguma coisa importante. Se fosse importante de verdade para a humanidade meu nome seria eternizado já, foda-se a medalha. Medalhas só servem para você impressionar as outras pessoas. Conseguir bajuladores. "Venha cá, filho.. Vou te mostrar minhas medalhas!"
Taí a última coisa que eu quero na vida: Bajuladores. Às vezes eu encho o saco de pessoas que eu gosto de verdade, imagina se houvesse uma horda de fingidores? Eu me isolaria em uma ilha. Eu hein.
Mas voltando a falar de coisas interessantes de verdade, tem uma coisa sobre a qual eu gostaria de escrever. Faz algum tempo que ela está me perturbando....
É sobre tudo. Isso é bem vago, mas vai se esclarecer com o tempo... É o seguinte, tudo o que conhecemos, só conhecemos por que, de alguma forma, afetou o sistema sensorial de alguém. Ou melhor, de toda uma comunidade de pessoas (cientistas) que refizeram experimentos e consolidaram uma teoria como válida. Isso significa que só é possível conhecer aquilo que podemos detectar direta ou indiretamente. Isso não é bizarro? Poderia existir alguma coisa que não interage com a matéria que conhecemos, tornando assim impossível de se conhecer pois nossos corpos são feitos de matéria! Eu acho anticientífico duvidar da existência de algo fora do que percebemos pois a qualquer momento podemos descobrir algo. Se ignorarmos definitivamente a possibilidade, nunca testaremos algo a respeito. Enfim. Outra coisa interessante é que determinadas coisas podem interagir com umas coisas e não com outras. Por exemplo, elétrons e prótons têm interações elétricas. Nêutrons não. Mas eles interagem com os prótons por meio da força nuclear fraca. Além disso eles têm massa, então a gravidade atua sobre eles também. Os testes em aceleradores de partículas podem parecer idiotas e perigosos, mas se parar para pensar, seria possível descobrir uma partícula que possa interagir com as partículas que conhecemos e com um monte de outras que não conhecemos. Seria um mundo inteiro de descobertas! Nós só percebemos o que percebemos da natureza por questões evolutivas. Por exemplo, só notamos pela visão as frequências do vermelho até o violeta pois provavelmente essas são as frequências que mais são refletidas pelas coisas e, principalmente, por predadores, tornando possível nossa sobrevivência. As borboletas conseguem ver ultravioleta, provavelmente elas precisam se orientar por essa frequência. Talvez algum predador reflita muito mais essa frequência do que as outras e ela se adaptou assim... Não tem por que percebermos algo que não pode nos danificar. Por isso se existem outras partículas por aí que não interagem com a gente, não tem como percebermos. Eu fico pensando, e se existirem interações unilaterais? Por exemplo, um tipo de partícula que a matéria age sobre, mas não se tem resposta, não existe uma reação? Poderíamos a cada movimento estarmos criando e destruindo universos inteiros sem percebermos. E como seria o contrário? Coisas que agem sobre a matéria sem qualquer reação... Isso foge tanto à logica convencional que é difícil pensar sobre... Mas o mais interessante é que os cientistas descobriram forças que não agem diretamente sobre as pessoas. Isso é incrível. A força nuclear forte e fraca não agem diretamente sobre os seres humanos. Elas agem apenas dentro dos átomos. E dentro das partículas subatômicas. Se, por exemplo, uma partícula subatômica que origina um próton puder se comunicar, por meio de uma força desconhecida, com partículas fora do nosso plano de conhecimento, muitas coisas poderiam ser descobertas. Seria como se tivéssemos outro sentido além dos cinco! Talvez fosse possível descobrir alguma coisa que vá além da velocidade da luz. Não sendo essa coisa exatamente feita de matéria isso não teria problema nenhum. Coisas que se comunicam instantaneamente poderiam ser criadas. Talvez um bug na matrix possa aparecer... Algo que possibilite o teletransporte. Algo físico mesmo, nada de destruir a pessoa de um lado e reconstruir do outro... É muito louco ficar pensando sobre essas coisas. Vou postar sem edição e foda-se.
domingo, 17 de agosto de 2014
Enquanto isso, no mundo perfeito...
Era um mundo perfeito. Tudo funcionava bem. O sistema era impecável e controlado por inteligência artificial. Os banheiros eram limpos e cheirosos, exceto em raras exceções...
Ele estava atrasado para uma reunião de negócios. Sua obrigação era apresentar idéias criativas e colocá-las em prática. Depois que a inteligência artificial superou à dos seres humanos, o foco de todo trabalho passou a ser exercer a criatividade. Finalmente conseguimos nossa liberdade escravizando a matéria, não a nós mesmos. Não a outros seres vivos. Mas não é bem assim... Ainda somos seres vivos. Ainda possuímos hierarquias e machos alfa. Isso está escrito em nós com brasa, e é feito antes de nascermos pela nossa própria natureza.
A passos largos, não tão largos assim... Caminhava pelo corredor. Tinha medo. Suava frio. Não temia pela reunião, pois havia decorado tudo o que falaria. Já havia criado todos os relatórios e todo o material necessário para apresentar suas idéias, inclusive protótipos. Não havia o que errar, decorou os tópicos para prevenir brancos que nunca ocorriam, pois é assim que vive quem ama o que faz. E é assim que vivem a maioria das pessoas hoje, em um tempo moderno ou pelo menos neste universo paralelo dentro da minha mente...
Ele sentia que algo inevitável aconteceria dali a poucos instantes, precisava fazer algo e rápido. Seus passos ficavam cada vez mais esquisitos e suas pernas mais próximas. Era uma sensação estranha mas familiar. Sentia que algo sairia de dentro dele e não tardaria a borrar suas roupas de baixo.
Procurou um banheiro rapidamente, entrou sentou e o ato foi sendo consumado lentamente. Era preciso concentração. Era preciso pensar em coisas divertidas. Era preciso criar. Era um momento perfeito para criar. Terminou. Sua bela criação, complexa e harmoniosa, estava armazenada em sua memória de curta duração, era necessário se limpar rapido para poder encontrar um lugar para anotar.
Sentimentos podem borrar toda uma estrutura previamente pensada. E foi o que aconteceu. Não tinha limpól-bundól! Sua ira era claramente perceptível. Uma veia em sua tempora esquerda saltava latejante sempre que sentia sensações intensas. A respiração ofegante, o suór frio. Seu ódio pela falha imperdoável do sistema. O sistema jazia em pedaços no chão, pois algo, quando deveria ser perfeito, mas não é, por menor que seja a sua imperfeição, passa a ser a coisa mais lastimável de todo o multiverso.
Seu dedo trêmulo era movido pela ira em direção ao orifício por onde acabara de sair toda sua criatividade em forma de delírio marrom, adentrou-se e buscou um pouco daquele alívio pastoso. Foi pintada com ele, nas paredes daquele lavatório sagrado, sua obra mais memorável, medindo quase cinco metros quadrados, um inferno amaldiçoado por demônios e criaturas repugnantes no qual um morcego, de todas elas, a criatura menos repugnante que por ali existia, erguia um tecido aos trapos, como se nos quisesse dar as boas vindas, de onde se lia, em letras góticas antigas, o seguinte:
"Deus caritas est.
&
A magnis penis intra ani systematis."
sexta-feira, 7 de março de 2014
A Estamina
Não dá para fazer alguma coisa
bem feita por muito tempo. É como correr, você corre por uns dez minutos e
antes disso já está morrendo. É como em algum jogo, você tem uma barrinha de estamina
e ela vai se acabando. Para cada coisa que você faz tem uma barrinha. Conforme
o tempo passa essa barrinha vai se esvaindo e você vai ficando um lixo nessa
coisa. Por sorte podemos fazer muitas coisas e para cada uma delas à uma
barrinha. Quando se cansar de correr pode descansar e comer alguma coisa.
Quando a barrinha da comida esgotar, pode ir jogar algum jogo idiota ou
conversar com alguém sobre qualquer coisa, depois que essas barrinhas acabarem
você volta pra casa e vai dormir, ou sei lá, pode ler um jornal ou qualquer
outra coisa antes de ir dormir. Talvez ficar na internet como um imbecil. O
problema disso é que às vezes a barrinha acaba e você nem se dá conta. Então é
como se você estivesse correndo sem perceber. Esse é o problema das drogas, na
verdade. Elas te amortecem e por causa disso você não sente que sua barrinha
acabou. É como se você continuasse correndo e correndo e correndo louca e
desgraçadamente por aí sem perceber que está sentindo dor, que os músculos da
sua perna estão produzindo ácido sulfúrico. Você simplesmente não percebe e
corre até se acabar. Alguma parte do seu corpo pifa. Se seu coração não pifar
suas pernas quebram, os músculos se dilaceram, sua pressão cai e você desmaia.
Mas que alguma merda dá, isso é inevitável de acontecer...
Quando você vive em uma monotonia
isso significa que você vive alternando entre as mesmas duas ou três barrinhas,
isso também é um problema porque elas estarão sempre em baixa aí você começa a
pensar que o que está em baixa é a sua vida. Mas a barrinha da vida é bem mais
duradoura do que a dessas porcarias que você pode andar fazendo por aí... Por
isso é bom termos o máximo de barrinhas que pudermos, alguém assim nunca está
de saco cheio ou com tédio.
Caramba, virou mó reflexão isso
aqui, e eu só queria reclamar!
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