segunda-feira, 14 de maio de 2012
Re:escrever
Quando eu penso em reescrever algo, eu penso em consertar algum erro, ou pra ser mais franco mudar algo que já foi feito. Tudo bem, acho que qualquer um deve ter a mesma linha pra esse raciocínio, ou pelo menos parecida. E de fato é só nisso que eu penso quando eu tenho que reescrever algo, e nesse mesmo momento eu percebo que nada deve ser reescrito de fato. Pois é, até mesmo aquela questão dissertativa pilantra que apareceu em alguma prova em que só resta o famoso 'embromation' pra ser usado. Talvez, um talvez bem provável, se você soubesse o que escrever ao invés da palhaçada (sim, sempre é palhaçada tentar um embromation) que você deixou la no espaço que deveria estar vazio, você nunca saberia como é lembrar de algo que você poderia fazer melhor.
Agora parece fazer mais sentido né?
Mas onde entra o re:escrever? Se eu pudesse eu não reescreveria nada, mesmo que eu pudesse eu acho que deixaria o espaço em branco, não sei se eu iria me preparar mais pra não ter que usar de tanta criatividade pra algo tão trivial. Então é bem ai que entra o re:escrever, tudo (TUDO) que se tem pra ser reescrito ou refeito só existe porque existe algo que na sua, ou minha, concepção se encaixaria melhor com aquela situação.
Se você tivesse atravessado a rua e olhado mais de perto aquele pedaço de algum treco reluzente que nem te chamou a atenção, ou se você tivesse tentado escalar um poste pra ter uma visão melhor do fim do dia, você nunca iria entender o que eu estou tentando dizer. Esses exemplos e muitos outros são o que eu chamo de re:escrever. Re:escrever é aquela ideia que você não teve e nem vai ter pra mudar algo, porque sempre tem algo mais lógico pra se fazer quando você sofre uma ação. Calma, não vou começar a falar de 'sujeito e predicado', só quero lembrar que quando algo acontece de forma errada do seu ponto de vista você tenta imaginar algo melhor pra reescrever aquela cena, mas nunca pensa em re:escrever. Se você entrasse no metrô e conseguisse um lugar pra sentar (tá, tá...) talvez, (sim, talvez de novo) você nunca fosse imaginar que se você ficasse em pé nele ao invés de sentado sua vida seria re:escrita. Nesse momento eu mesmo estou imaginando como seria se eu fizesse isso, seria no mínimo engraçado (ou idiota, como preferir). Mas os impactos disso na sua visão do mundo seriam destrutivos. Se você fizesse algo assim seria a mesma coisa que saber da resposta da questão que estava em cima daquela (é, aquela la da palhaçada) e tivesse feito um desenho de uma borboleta.
Seria a mesma coisa que ter a opção de ter a vida que você sempre desejou do fundo da sua existência e ao invés de agarrar isso com tudo o que você tem, você simplesmente virasse e olhasse para aquele "pedaço de algum treco reluzente que nem te chamou a atenção".
Re:escrever é quase isso. Espero que você tenha entendido.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
ZL
Era onde havia a estação de metro mais bonita e tecnológica do mundo que ficava no bairro mais bonito da cidade. E lá era onde morava a pessoa mais bonita de todas... Lá tudo era mais bonito. Até a sujeira do chão era mais bonita. Os pássaros assoviavam clássicos de Vivaldi, o lixo tinha aroma refrescante. O céu era mais azul, o ar era mais puro. O crack não viciava tanto, além de ter cheiro de flores. Os mendigos de lá eram adoráveis! Sábios filósofos. Eram belos, simpáticos e cheirosos. Andavam por aí sorrindo para todos, tocando violino, distribuindo flores e dizendo “Bom dia madame!”. Todas eram madames por lá e isso era óbvio.
Os donos dos bares eram galantes cavalheiros, muito perfumados e elegantes. Nos restaurantes os garçons loiros e belíssimos serviam às pessoas cantando, faziam perguntas simpáticas e voltam para a cozinha saltitando e ainda entoando clássicos formidavelmente bem interpretados, assim como as garçonetes, apesar de apenas elas terem feições tão meigas acompanhadas por gestos tão suaves e delicados.
Nas alamedas os cães de rua, todos de raças como Buldogue Inglês, Pug, Bullmastiff, Rottweiler , Border Collie e Golden Retriever. Eles andavam agradando as pessoas fazendo truques e ajudavam os cegos a atravessarem as ruas, ajudavam as donas de casa a levarem as compras para o lar e eram recompensados com banquetes divinos das melhores carnes imagináveis pelos donos de restaurantes.
Nos supermercados as atendentes eram extremamente talentosas e eficientes, nunca havia filas. As nuvens eram de algodão doce, chovia caramelo de vez em quando, mas ninguém se melecava. Era um caramelo muito comportado que desviava das pessoas, caia no chão e, cuidadosamente, se dirigia para a canaleta de coleta de caramelo. Assim também fazia a água, o leite e as muitas diversidades de maravilhas provenientes do céu como licores, mel, sucos mais variados e iogurtes coloridos. Caíam do céu, vez por outra, bombons como “Sonho de Valsa” e “Ferrero Rocher”, entre outros.
As paredes de muitas casas eram de chocolates. As mais antigas poderiam ser adornadas pela única praga que por lá existia, eram baratas com cheiro de Glade. Mas se isso por acaso ocorresse, era só abrir a porta que no mesmo instante entraria uma ratazana psicodélica rosa com manchas laranja fosforescente. Uma música toca quando esses animais fabulosos estão por perto. São quase psicotrópicos audiovisuais ambulantes. Eis que o ratão entra e diz à barata cheirosa: “Posso deglutir-te, madame?” Ao que a barata responde: “Mas é claro!”. Eis que a rata Zana deita no chão, abre a boca perto do chão para que a barata azul e perfumada possa alcançar, ela entra, o rato fecha a boca dirige-se para a porta, faz uma ligeira reverência para a dona de casa e diz: “Até logo, madame!”. Obviamente o som de sua voz é telepático porque não é educado falar de boca cheia, por mais que seja cheia de um maravilhoso inseto cheiroso. Sai e fecha a porta suavemente atrás de si, termina de deglutir o inseto e é acometido por sensações fantásticas. Sente gosto de pêssego na orelha esquerda, sua calda é preenchida por aromas doces e inebriantes, sente surgir-lhe ao dorso uma orelha e por ela começa a escutar Jimi Hendrix ao mesmo tempo em que sente gostos de uvas do monte no lóbulo. Em instantes o chão se transforma em um ladrilhado de brigadeiros cheirosos. Sem perder tempo ela lambe toda a calçada até não sobrar nada de brigadeiro, e sim nuvens de algodão doce, por onde ela cai e cai... O céu azul por cima e por baixo... As nuvens tentam amortecer sua queda vertiginosa, mas tudo o que ela quer é cair no mar que é feito de groselha e ser resgatada por uma embarcação feita de biscoitos recheados. E seria deixada em uma ilha onde biscoitos pensariam que deus caiu dos céus. Os biscoitos a tratariam como rei, lhe servindo tudo o que desejasse, lhe construiriam templos de tortas multe-frutíferas, palácios de rocambole, teria baratas psicodélicas todos os dias... Ou a matariam impiedosamente por acreditarem que o criador é, por ser o criador, o motor de todo sofrimento das suas tristes e dolorosas vidas de biscoitos...
Quase todas as árvores dão dinheiro em vez de folhas, e o dinheiro é muito limpo e cheiroso, ideal para atividades higiênicas ao banheiro. Existem árvores que fornecem dinheiro umedecido, ideal para limpar superfícies sujas, coisa que não existia por lá, já que a poeira era muito bem comportada, ela se desgrudava das pessoas e das coisas e se encaminhava para o lixo calmamente. De noite quase sempre chovia chocolate, leite ou mel e de dia o clima era perfeito para pescar Tilápia nos canos da cozinha. Às vezes era tudo isso junto.
Na primavera as luzes eram mais luminosas, era como se todas as coisas e pessoas tivessem luz própria. As roupas eram coloridas e contrastantes, não era incômodo de se ver, como o verde limão ou azul piscina podem se tornar. Os pássaros voavam sem parar e assoviavam a prima Vera do Vivaldi. A alegria emana de todas as coisas. O som do vento nas copas das árvores. O verde das folhas por onde permeia a luz do sol, a sombra que este fascinante conjunto projeta na grama... Os esquilos voadores se divertem o tempo todo, os idosos jogam xadrez calmamente sob a sombra de um carvalho gigante. Os cisnes se deslocam suavemente flutuando sobre as águas mais puras e cristalinas existentes. Um casal de enamorados conversavam tranquilos sobre o como a vida é maravilhosa e seus planos para o futuro enquanto deslizavam sobre as águas do lago vistas de dentro de um pedalinho de cristal, por onde era possível ver através do piso transparente, as maravilhas aquáticas como peixes, algas aquarélicas, pepinos do mar de rio, águas vivas psicodélicas e elétricas que tornavam o lago de noite um fascinante show de luzes biológicas, cavalos riosos (uma variação formidável e raríssima de cavalos marinhos de água doce, só que bem maiores e mais coloridos.) saltitantes, esponjas do rio, lulas molúsculos (espécie raríssima também), entre muitos outros. Só no breve momento em que o silêncio se formou entre eles, no qual olharam um momento para baixo, foi possível ver uma lula interagindo com um golfinho, dois Guppy jogando sinuca, um Plati praticando remo submarino, três Molinésias patricinhas saindo de um shopping, lotadas de compras, quatro Borboletas Listradas discutindo sobre relações públicas em quanto tomavam café no lado de fora de uma taberna, alguns cavalos marinhos vinham a galope para saltarem para fora da água e sentir como o ar é gelado e seco... O som das crianças brincando no parquinho os fez voltarem para a superfície e olharem-se nos olhos.
As crianças nos campos vastos e garridos corriam distraídas. Umas conversavam sobre a cotação atual das jujubas, outras sobre a alta do brigadeiro ou sobre a previsão de queda dos preços das balas de goma e no que seria mais vantajoso investir suas mesadas. Outras se encantavam com borboletas gigantes que tinham perto de trinta polegadas de envergadura, outras observavam as inúmeras espécies de flores que por lá viviam. Observavam os crisântemos, as angélicas e o jasmim do imperador. Mas apenas observavam este último, de longe, pois era do imperador. Já o jasmim amarelo elas podiam cheirar e até tocar, o imperador não gostava de amarelo, elas pensavam... O jasmim estrela também podia, já que este também era amarelo... Havia ainda Artemísia, madressilva, ou Madre Silva? Begônias, zamioculcas “Que nome estranho!” Mas tinham mais estranhos, como a clerodendro que mais parecia um ébrio falando bobagem... Havia ainda rainhas da noite que desabrochavam de dia, afinal eram rainhas, desabrochariam até de baixo da água, não é mesmo? Algumas outras, ainda, observavam que já era possível ver saturno. Algum fenômeno não explicado até o momento fazia com que saturno aparecesse no céu maior do que a lua, sendo possível ver seus anéis com nitidez espetacular. Os satélites naturais de saturno giravam lenta e imperceptivelmente ao seu redor, enquanto uma brisa suave passava por entre as amoreiras depois de terem passado suavemente pelas parreiras e de ter carregado os esporos de muitos dos cogumelos coloridos que havia por toda a parte. O mais fascinante deles possuía bioluminescência em forma de espiral hipnótica, uma defesa natural contra diversos povos e animais que os usavam por seus poderes alucinatórios potentes. Não é mais preciso fazer um chá com ele, basta apenas olhá-lo por alguns instantes que se tem efeitos da mesma ordem que se teria caso se fizesse um chá bem forte com eles.
Por fim começava a escurecer, os pais das crianças que por lá brincavam já estavam levando seus filhos de volta para casa, estes, ansiosos demais para esperar, não viam a hora de chegarem aos seus lares, tomar um bom banho (“Pega essa redundância!”) e estudarem bastante, não porque a escola exigia, já que a escola não era obrigatória nem muito menos recomendada por lá, mas porque todos sabem (até as crianças) que “como a principal característica do ser humano é a inteligência (já que este não tem garras afiadas, não voa e muito menos corre) devemos ser os melhores humanos possível, ainda que não saibamos o motivo da nossa existência nem o que isso significa, e isso só será possível através de muito exercício mental, ou seja, muito estudo... não é isso, mamãe?” “É isso sim, Lucas” a mãe do garoto respondeu: “Agora vamos dormir que está tarde já, e temos muito ainda por fazer...”.
De dentro do quarto era possível ver a tênue luz que o Arco Íris da Vila, como era chamado, dissipava até umas duas horas depois do sol se por. Era um arco íris bem mais iluminado e possuía não sete, mas vinte e nove cores que se alternavam suavemente e por vezes se misturavam formando imagens abstratas, mas bem nítidas. Mais de noite, quando o arco se esvaía, no céu, quando não tinha saturno ou a lua para interferirem com a claridade, via-se a aurora celeste, outro fenômeno ainda não explicado, mas acredita-se ter o mesmo princípio o aumento de saturno, pois ambos eram possíveis de serem apreciados apenas naquela localidade.
Ao amanhecer, o som do mar e das gaivotas enchia o ar de alegria e de entusiasmo. O velho Bartolomeu cuidava do farol, onde vivia a mais de quarenta anos sozinho, depois de um amor mal sucedido. As embarcações luxuosas se preparavam para cruzar o oceano. Pela brisa a maresia era carregada enquanto todos do cruzeiro se preparavam para a viagem começar... De cima do farol, Bartolomeu podia observar tudo o que se passava até alguns quilômetros em torno do seu raio. Ele via as baleias coloridas saltitando da água enquanto mudavam de cor. Deveria ter algo no ar que fazia com que quase todos os animais, com o tempo, adquirissem a bioluminescência. Talvez tenha sido a usina...
Chegara a pouco o momento de o grande e esplendoroso navio Verde de Vontade partir. O som do mar batendo no casco era único. As pessoas que ficaram no porto acenavam com seus lenços Verde de Catarro para as do navio, que acenavam de volta e um suave burburinho de despedidas era formado. Muitos se emocionavam, mas todos da costa esperavam até o navio desaparecer abaixo da linha do horizonte para se irem. Por fim a grande buzina do navio toca assustando alguns peixes da água, fazendo com que estes saltem bruxuleantemente para todos os lados, alguns, inclusive, chegam a cair em terra firme, mas logo surgem pernas e começam a passear pela cidade assim como as outras criaturas todas. O navio se vai e o som que ele faz de vez em quando se reduz a nada, mas a visão de um pontinho ao longe perdura por um pouco mais de tempo, até ser um nada que some no horizonte.
O som do mar acedendo às pedras faz com que Bartolomeu se sinta mais jovem. Ele está se vendo como quando tinha treze anos, uma criança com vontade de correr por todos os lugares, conhecer todas as coisas, provar todas as comidas do mundo, conhecer todas as pessoas, ler todos os livros bons,... Experimentar o experimental... Experimentar o experimental... Experimentar o que for experimentável. Para que especular sobre o que não é experimentável? Bartolomeu é agora uma criança. Porém com menos suscetibilidade à escolhas coraçoginosas que lhe possam trazer sofrimento duradouro. Ele quer fazer tudo o que deixou de fazer durante toda a sua vida. Ele vai fazer tudo antes que acabe seu tempo. A vida é como um jogo de xadrez, ou você perde porque é incompetente, ou você perde porque o tempo acabou. Bartolomeu não era incompetente, comprovara isso quando era jovem. As coisas que aconteceram o levaram a parar, mas não mataram sua competência. Estava convencido disso.
Bartolomeu olhou mais uma vez para o mar, viu que o sol refletia nele e formava uma nesga dourada sobre o mar. Era a sua vez de estar vivo. Estufou o peito, apagou a luz do farol e saiu depois de cinco anos. A última vez que sairá foi para tratar um fungo que nascera em suas costas. Abriu a porta que dava para as escadas, sentiu-a ranger com a mão e com os ouvidos, era possível sentir o cheiro de madeira úmida entrando pela porta. Olhou as escadas de pedra, desceu pisando apenas nos degraus divisíveis por três, como a muito não sonhava em fazer. Estava decidido, agora era o momento. Iria agora mesmo ao banco pegar toda a fortuna que conseguira juntar quando era jovem, antes de ser traído por seu próprio coração... Ia e ia já. Viajaria pelo mundo, conheceria pessoas, ouviria e contaria histórias, provaria comidas típicas, faria todas as coisas que ainda lhe permitia o tempo. Sentiu finalmente a areia ainda quente sob seus pés, entrando entre seus dedos. O cheiro do mar perto da areia era diferente do cheiro que tinha lá de cima do farol, ele observara... Havia muita luz entrando por seus olhos semicerrados, para ele só significava uma coisa: A vida nova que estava por surgir. Aos poucos seus olhos se acostumaram com a luz e suas pernas se acostumaram com seu peso, aos poucos já ia podendo correr. Ele tinha que atravessar boa parte da praia ainda... O sol ia subindo no céu aos poucos enquanto saturno se punha sobre o lado oposto do mar. Estava ficando escaldante já. Estava na hora de aparecer uma sombra... Foi exatamente o que aconteceu logo após esse pensamento surgir em sua mente. Bartolomeu pensou: “Sô foda, digdim, digdim! Quer ver que a nuvem tem formato de batata doce?” Nisso ele olhou para cima e não pôde acreditar no que viu. Uma pena ver pela última vez e ainda assim não acreditar... O que Bartolomeu vira fora uma baleia que se materializara sobre ele e o esmagara poucos décimos de segundo depois que olhara para cima.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
ANdAr pElO ANDAR
Um prédio, um andar, um corredor e uma história. Ou o que resta dela. Um prédio antigo onde passamos os melhores momentos de nossas vidas. Um corredor daqueles que não ganha medalha, mas continua correndo parado. Um andar estranho. Estranho, porém gracioso. Um corredor que existia no primeiro andar. Era o corredor dos terceiros e dos segundos anos. Eu só fui conhecer aquele andar quando passei para o segundo ano. Aquele andar me agradava. E aquele andar também me agradava. Naquele andar tinha algo de luminoso, virando no final do corredor à esquerda. Isso se você já não veio de lá... Eram tijolos de vidro. Por eles passava a luz. Era um pedaço do corredor que tornava dois prédios apenas um. E tinha outro debaixo dele.
É de aquele andar que minhas lembranças sobre aquele andar tornam-se mais vivas. Aquele andar não era normal... Tinha algo diferente e inexplicável nele. A maioria dos andares balança de um lado para o outro, por mais incrível que possa parecer. Os prédios geralmente balançam por serem feitos de aço. São flexíveis. Aquele andar subia e descia. Não querendo dizer que os outros andares que iam de um lado ao outro também não subissem e descessem, não é isso, mas é diferente... E não era simplesmente subir e descer... Era mais do que isso. Era sutil e inexplicavelmente subir e descer. A maioria dos andares que eu já havia visto desde então ou ficavam parados, estes eram poucos, ou iam de um lado para o outro, algo quase vulgar. Um andar que subia e descia periódica, sutil e inexplicavelmente era totalmente não vulgar.
Ele era lento. Quase um andar de gato medroso, investigando se havia uma ameaça. Não era desajeitado. Era bonito de se ver. Demorava a percorrer o corredor. Era como se estivesse falando algo interessante. Algo que exigisse atenção. Não que fosse autoritário e roubasse a atenção. Toda a atenção era devidamente merecida.
O andar tinha tijolos de vidro, mas não tinha teto de vidro. O teto era normal. Mas tinha um mirante. Poucos tiveram a oportunidade, desobediência e espírito de aventura de ver os arredores daquele prédio por aquele mirante... Por aquele andar tinha-se acesso ao pátio, à secretaria e às salas de informática.
Aquele andar tinha bastante história. A história ia sendo feita e sendo destruída imediatamente, como ocorre ainda hoje. Só o que resta dela é o pouco que consegue permanecer sendo presente por meio da memória. A memória de aquele andar... Aquele andar ainda existe. Eu o vi com meus próprios olhos na semana passada. Ele estava tão gracioso e empoeirado como quando eu habitava aquele lugar. E sempre estará em nossas mentes, ainda que não passe de uma vaga lembrança.
Um andar em um corredor de um andar de um prédio sem começo, meio e fim. Um texto sem pé nem cabeça como sempre. Para que, afinal, um texto precisaria de um pé ou uma cabeça? As coisas continuam. O texto continua e o andar continua. Apesar de parecer que termina por aqui.
domingo, 14 de agosto de 2011
A fome.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Banho
Gosto de tomar banho , nao apenas para fikar "chrosinho" , pra issu existem os perfumes XD
gosto da agua quente batendo em minhas costas , vc olhando assim e me conhecendo possivelmente imaginou um psicopata tomando banho , mas eu relevo issu e continuo a escrever .
tirei minha calça , e tambem todo os outros apetrechos que uso no dia a dia para tomar banho , fikei apenas de cueca e camisa , uma camisa social porque agora sou um homem honesto , trabalhador , que chega na hora em ksa .
e peguei minhas tralhas que sao o pijama e uma cueca , e firmemente me despedi de tudo e todos , pois a hora do banho eh uma hora sagrada , respirei fundo , abri a porta de meu quarto , foi qundo eu ouvi o cair de gotas , e o barulho da agitacao dos muitos veses milhares de eletrons percorrendo a resistencia do meu chuveiro , akele barulho "vruuuuuuuuummmmmmmmm" q o chuveiro faz qundo vc coloca ele no maximo ou quase lah , qundo a corrente exede um certo valor o chuveiro faz barulho , repare XD
Qundo ouço system , tem algo dentro de min que nao me faz ser são , me faz algo a mais , sou muito mais com uma musica do system , axo que talves respoda em um nivel ainda nao estudado pela cienca dos sérios , nao a ciencia daqueles que fikam falando merda como o horoscopo , a ciencia de vetores , modulos e essas coisas que dao no na cabeca de qualquer um , qundo for o tempo de alguem com a capacidade , competencia de realixzar tao estudo e obter resultados palpaveis e concretos que realmente significam algo , com certeza serei um voluntario para ir lah e ouvir system e descobrir uma passagem talves para outro universo ou desblokear outros niveis de meu celebro . Qundo eu ouço system há algo em min que nao me deixa ver as coisas claramente ou me faz realmente ver as coisas claramente , nao sei qual das duas eh a verdad , nao me arriscarei , qundo ouco system , tenho q impressao e certeza de que tudo vai acabar em pizza , nada eh tao grave assim que nao possa ser remediado , nada significa nada , estamos apenas aki nos mechendo um conglomerado de moleculas inuteis , mas mesmo assim " a vida tende a dar certo" e um sorrizo sem explicacao alguma tem o maior valor do mundo .
Na frase anterior estourei o limite de caracteres na linha do txt , axo que escrevi muito .
Minha irma estava tomando banho , então voltei para meu quarto , estava preparado para ir tomar banho , nao poderia voltar para o mundo virtual , entao , fui ver tv , algu que nao exige nada de min , apenas a minha visao , tato , olfato( para ver c a tv nao esta quimando) , audição e finalmente o paladar , pois com ele posso sentir o gosto de vitoria da tv.coloquei minhas tralhas em cima da mesa do computador que vai de uma pared a outra , muito grande por sinal , mas nao tem espaco nenhum , pois tenho mts coisas em cima dela : cpu, home tyheather , monitor , estabilizador , modem , roteador , caixinhas de som , controle da tv , carteira , copo , flanelinha , multimetro , cabos , muitos cabos , papel , garrafinha de agua , e um singelo mouse vermelho velinho que me acompanha a muito tempo por minhas aventuras nessa tal de internet , boa garota ela , outro dia aprendi muito com ela.
Enfin me sentei na cama , estiquei meu longo e infinito braco ateh a mesa e peguei o controle da tv ,controle preto , cheio de botos , impossivel de ser manuseado por algue que nao seja extremamente qualificado ou jovem , o sinal de que a velhice esta chegnado eh qundo vc olha o controle e nao sabe o q a maioria dos botoes faz , o dia em que issu acontecer comigo vai ser uma dia trsite.
puxei a cadeira para apoiar os meus pés nela e minhas costas na cama e simultaneamente liguei a tv , e percebi que estava apenas de cueca e de camisa, uma cena bem sexy se vc gosta de gordinhos =]
passei por muitos canais , nao tinha nada na tv , realmente impressionante, o fato de eu estar assistindo tv para evitar a fadiga de reentrar em um mundo com possibilidades praticamente infinitas.
qundo minha irma acabou de tomar banho ,fui ao banheiro ,ao passar pela porta nao senti akele mormaço que normalmente sentimos qundo entramos em um banheiro ainda quente por alguem ter acabado de sair de lah tomando um banho .
Agora vem a parte porque eu comecei a escrever .
Com meu pijana e cueca em maos , nao pensei , fui automaticamente colocando eles em cima da privada fechada , qundo me veio na cabeca que nao era ali que os colocava , era no cabide , eu os colocava assim , em cima da privada qundo eu morava no apartamento , nao fiz issu desde que mudamos , me veio lembrancas , muitas lembranças em minha cabeca , muitas mesmo , intriguei , pensei em muitas coisas naquele momento , pensei que estou crescendo e partes de minha mente comecaram a trabalhar melhor e outras partes jah nem tanto , estou mais ligado no automatico , nao quero ser assim , teve um momento hj de meu dia em que gostei , fui um completo inutil , parei de fazer o que estava faznendo e apenas brisei , no meio de algo importantissimo , ou nao ...
pensei que no futuro essa minha situaçao soh irá piorar , estarei cada vez mais aduldo...e qundo algo assim acontecer , relembrar do passado , jah sera tarde demais , nao terei mais chaces , serei um completo idiota...inevitalvelmente terei uma familia , e nessa hora me baterá uma profunda trsiteza , pois nao nao estarei como antes , mudei .
Não terei mudado para melhor , terei apenas mudado , estarei diferente .
Não sei de meu futuro , e como estou ouvindo system esse futuro vai ser bom , enquanto eu ouvir system estará tudo bem , nao há com que me preocupar .
sábado, 30 de abril de 2011
Grafite
mas consertei issu , pq vcs tao vendo issu aki
Um dia escrevi em algum lugar algo sobre um grafite , era mais o menos assim : grafite perteitamente liso duro e degradavelmente momerial ativo.
nao sei se isso faz sentido , mas sei lah
as veses me martirio por coisas que nao fiz , tive preguica de fazer , apenas um simples thau nao dado pesa em minha conciencia , mas foi m thau nao dado para a pessoa certa , isso passa por minha mente varaias e varias veses
cresci , desde um tempo pra cá , nao em altura , pq em altura seria idiota , eu nao cresco mais em altura , apenas no pensamento
percebi coisas que nao me eram claras , mas agora entendo que ser adulto eh realmente uma merda , mas com a "adultividade" vem coisas legais ,como nao sei explicar
curto morder a meia capinha do yakult , parece sei lah , uma experiancia nao cansativa , nao como casar , que eh algo que nao pretendo fazer tao cedo , mas pretendo fazer
faz assim , toma um yakult , e vai amassando o gargalo
uma hora ele vai se quebrar em uma parte por causa das propriedades plasticas do plastico , ele tem uma deformidade plastica qundo ele esbraquece
ai ele vai se romper um em ponto qualquer , mas nao se preocupe pq nao eh um ponto qualquer que vc vai se preocupar com calculos , foda-se os calculos =]
conheca minha familia ?
ai com o gargalo do yakult rompido , termine o servico e vai retirando a parte de cima ateh a parte que tem escreito " L. casei shirota LACTOBACILOS PROBIOTICOS " parec nome de um japoneis....
ai vc vai ter um cone sem ponta em suas maos , mas eh um cone aberto , rompa mais uma parte , e mastigue , masqtigue bem , nao tem gosto , mas a textura eh legal eh duro mais mole ao morder , garanto uma sensacao unica
depois de morder , um pouco nao muito , jogue fora dentro do resto que sobrou o q vc tava mordendo e rompa mais uma parte e cntinue mordendo ateh o fim , fim dos tempos LÒGICO
o tamanho ideal que vc deve romper eh do exato tamanho do seu dedao , vai dar uns 5 minutos de mastigacao mais o menos , uns 3~4 rompimentos do gargalo
vc pode sentir tbm a tranferencia de energia mecanica da sua mandibula para o plastico pq ele esquenta
tome cuidado pra nao perder um dente , ou cortar sua lingua , pq issu pode ser muito perigoso XD e doloroso tbm
voltando ao grafite , olhe bem para ele , perfeito mano , perfeito , com sua dureza do tamanho que nenhum homem pode alcançar , algo sinistro , ele nao tem falhas , se tiver jogue-o fora , pois ele esta estragado e nao vai te fazer bem , vai apenas te frustrar com alguo que pode ser muito mais do que vc esperava ^^
o grafite ( que nos escrevemos mesmo) talves seja a invencao mais importante , soh que nao reconhecida ainda pois nao conhecemos todas as suas propriedades que podemos mudar o estados das dimensoes pois algo puro de coracao feito apenas e somente de um unico elemento carbonico eh algo extraordinario, simplismente perfeito , infalivel , ateh vc colocar uma forca a mais e acabar com tudo que se foi feito ateh agora , soh sobra o pó , que cheirado invade seu corpo e vai para a mente .sobra tambem um pedaco perfeito pequeno , que eh invalidamente descartado por nossa sociedade pois somos apenas brutos selvagens
depois q vc morder todo o gargalo do yakult vc tem q terminar o servico , vc tem q pegar e bobrar ateh a aprte que vc nao cortou , pq vc eh um inutil , e colocar pra dentro do recipiente , c vc nao entendeu essa parte , foda-se vc ^^ pq essa eh a minha melhor exlicacao possivelmente a unica explicacao possivel.
Bjs
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A historia de um pixel morto
sou cego , nao gosto
nao exergo o pixel morto
gosto de nitidez , ver as coisas claramente , mas como nao sou mais crianca as coisas nao sao mais preto e branco , sao apenas cinzas =/
maldito cinza , axo q o pixel morto esta no meio de pixel cinzas
um amigo meu me falou q o monitor a tubo e uma pintura de van gogh comparado com o lcd , plasma , led ..... soh eh feliz qm tem monitor a tubo e nao ve os pixel mortos , lah jogado no chao
era uma vez , um nanobyte rebelde , cabelo vermelho , moicano .
nao respeitava a lei da tensao que vinha em sua direcao , era realmente rebelde , como um pao queimado , como um receptor quer nao recebe , algo fora do comum , ele nao era nem perto de um byte , nao , era muito menor
e nao era nada , mas NADA comparado com um imenso pixel , ele nao fazia nada , apenas era rebelde
estragado
ele se misturava com a sujeira do meu monitor , e nem o via , mesmo que fosse infitamente menor do que um pixel , ele era visivel , tao visivel que o percebi
mas o ignorei por ser tao pequeno
mas o q eu nao contava , era com o seu poder , ele era pequeno , mas com a cabeca feita
comecou a fazer uma revolucao perto dos seus outros nanobytes
apartir desse dia , estava condenado , eu ou ele ?
um sairia perdedor
o trbalho do nanobyte era simplismente obedecer a tensao e levantar a plaquinha correspondente , simples , muito simples, todo e qualquer nanobyte conseguiria fazer , sem nenhuma dificuldade
mas ele era um nanobyte rebelde , nao fazia nada
entao a revolucao comecou
e os nanobytes do seu lado tambem nao comecaram a levantar as plaquinhas de reflexao de luz corretamente , primeiro foram se desgastando , depois , a corrupcao atingiu inteiramente o pixel
fiquei desolado , um pixel morto ...
mas ele nao estava realmente morto , estava simplismete se rebelando
e o lider da rebeliao era akele primeiro nanobyte que ignorei
entao pensei comimo mesmo
se almentar a tensao axo que consigo acabar com a rebeliao
fui lah , almentei a tensao e nada
nao fizeram nada
a rebeliao tinha solidez , era nitido o seu papel ali : nao fazer nada
entao almentei a tenso a um ponto tal que nao se podia ignorar
mas alguns nanobytes ainda resistiram , eram fieis ao seu lider
entao , apos alguns milisegundos de maior resistencia , almentei ainda mais a tensao.
a tensao era tanta entre eles mesmo que comecou a ruina
eles se voltaram contra si mesmos
foi o caos
issu tudo dentro de um pixel
almentei ainda mais a tensao a um ponto de colocar fogo em todos os nanobytes , mesmo akeles que ainda me obedeciam e levantavam as plasquinhas
agora sim , tinha realmente um pixel morto , o matei , todos os nanobytes, por causa de uma rebeliao contra o bom funcionamento da minha visao , contra a minha nitidez
Descanse em paz , pixel morto.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Pouco revoltado
Sou a favor da erradicação da imbecilidade , matar a todo e qualquer ser que se empunha do vácuo do saber.
Um mundo sem voltas estamos nele , não há mais solução simples ou ou pacifica , temos de agir , matar a todo e qualquer que não seja útil , eficiente ou "não-globalizado".
Idéias extremistas nunca acabam bem , sempre há alguém ou algo que "fode com o proceder". mas não neste caso , temos de agir , ainda existimos por ai , sei que estamos todos ofuscados pela brilhante pedra que suga a inteligência e poli o lado de fora para uma melhor apresentação .
PENSE
Não ouça , escute.
Refletindo sobre frases como " pra passar a noite na colcheira, tem que ter omesmo cheiro do cavalo pra não incomodar " pensei em destruir o mundo . Não há mais volta , eh o começo do fim , vamos presencia-lo !
Tenho uma mão cheia , transbordando, de amigos que concordam comigo , que fariam tudo , para apenas suprimir esta onda de "selvagens" que vem invadindo nossas casas , vizinhanças , lugares publicos etc.
Este eh soh um aviso ,este eh o começo do fim !
segunda-feira, 7 de março de 2011
Quarto
quarta-feira, 2 de março de 2011
Primeiro grande erro
Historinha "real"
real entre aspas pois nao sei se minha mente pregou pecas em min , fez brancos aparecerem na historia , essa historia nao tem uma linha cronologica , tinha , algum dia houve uma linha , mas hoje nao ha mais.
nao sei c tenho todas as informacoes , nao sei se tenho tudo o que sinto em minha cabeca , se tiver , estarei perdido , apra sempre.
nao gosto de ser inteligente , com a inteligencia com o entedimento , o entendimento de acoes , por mais estupidas essas acoes foram.
vamos comecar do começo.
minha visinha , nao sei o q houve , como disse , ha lapsos em minha memoria ,talves ela esteja aqui comigo , agora , do meu lado , talves ela esteja morta e eu saiba disso , mas prefiro ignorar para nao entender , esquecer para nao refletir
ela morava em minha frente
nao sei o q houve, poruqe foi embora , mas sei que foi .
gostava dela , nao demonstrava , e qundo fui posto a prova , nao sei o q me deu , respondi a pior coisa que se poderia responder :" Sim E não" , essa resposta foio meu prieiro grande erro , em uma serie de erros que vem até hoje , axo q me tornei assim por conta de minhas proprias acoes , Te amei , disso tenho certeza , te amei.
a rpova foi em uma quadra de tenis , estavamos sozinhos , eu e ela , era inocente , burro , crianca , nao sabia o que queria .
falhei , me tormento até hoje por causa daquele dia , deveria voltar no passado , refaze-lo , com a mente que tenho hoje , nossa , como tudo seria muito melhor .
Quando estamos deitados na cama com outra pessoa , e tem um cobertor em cima dos dois , nao eh o cobertor que nos aquece , e sim um aquece o outro , juntos.
qundo propus minhas ideas a vc , passou por um juri , muito rapido , amiga que veio primeiro e se foi por ultimo , vc rui , pensou que eu gostava loucamente de vc , estava certa , mas nao era issu que queria demonstrar , nao sei pq , talves pq era inocente demais , talves pq era idiota demais , mas vc riu , e tentei corrigir a situação tentei explicar fisicamente , vc fingiu q entendeu . mesmo sendo inocente eu tinha uma mente poluida... o que queria realmente era fikar com vc , levar para a cama e com o corbertor em cima de nos , nos aquecermos .
mente poluida mas infantil
medonha
crianca
me odeio por nao ter escolhido o sim ou o nao , sabia que queria o sim , mas fui tolo , medroso.
axava que era o tal , nao lembro exatamente a frase mas era algo assim : vc nao sabe de coisas q eu sei de vc !
nao me lembro se isso aconteceu antes ou depois da pergunta , mas tenho a leve impressao q foi depois , apos dita a frase , fui embora de bicicleta , meio q me achando o tal , fazendo manobras q nao existiam , como um zigue zague feio , isso , pq foi na frente de nossas casas , e fui me embora , e vc foi tbm , foi embora da sua ksa , se mudou .
lembro de um dia estarmos jogando um jogo de policiais, vc sabia ingles e eu nao , perguntei o q os cara estavam falando , vc deu uma enrolada , gostei , vc era mandona , gostava dissu em vc , era mo legal , nao sei pq , talves jah fosse doente naquela epoca , era um jogo de policia , um dirigia o carro e o outro atirava , vc nunk me deixava dirigir... a acao do jogo era pouca , fikava a maior parte do tempo apenas te olhando , mal sabia eu que aquele momento estaria para sempre em minha memoria .
enquanto jogavamos , sei pai ligou , ou vc foi ligar para o seu pai , algo assim , ele estava no libano , ou algum lugar longe assim , me supreendi q seus pais eram separados , talves akele momento foi em que percebi que o mundo nao era perfeito , existiam falhas , apesar de tentarmos a perfeicao inutilmente.tinha q digitar muitos numeros ,axo q era longe mesmo .
The sims , nao sei ateh aond o q lembro eh verdad , ou o que eh mentira , mas seu nome tinha sim, seu irmao morava com vc , mas eu nunk o vi , axo q apenas fotos , em seu quarto , o mesmo quarto que falei que o cobertor nao nos aquecia ,mas sim nós nos aqueciamos , tinha um computador , embaixo de uma belixe , ou tinha um belixe , e um computador perto .
perguntei o seu nome , ele tinha sims , no final , ou perto do final , mas talves nao era realmente sims , poderia muito bem ser siemens, ou algo do genero , perguntei c vc tinha o jogo chamado the sims , e me lembro como c fosse hoje de suas palavras : Não eh pq eu tenho o nome do jogo no meu nome q eu vo ter o jogo ." muitos poucos dias deopiis , vc tinha o jogo , completo , com as expancoes da epoca , vc era rica , eu ainda nao intendia o conceito de serr rica ou nao , vc tinha me dito que era neta do dono da ford , nao sei c acredito , quero acreditar , assim vc estara em um lugar melhor hj.
talves tenha mais memorias , mas nao muito relevantes , memorias como a de sua mae mandar vc limpar o seu terreno , pq tinha agua empocada e ia juntar mosquitos, e vc tentou limpar , te ajudei um pouco , mas apenas fikei vendo vc trabalhar , vc sujou mais a agua e falou assim : os mosquitos nao gostam de agua suja, eles nao vao vir aki , ate hj nao sei c eh verdade que mosquitos nao gostam de agua suja , prefiro fikar com a ideia errada do que descobrir que vc estava errada.
sim , meu amor era doentio , talves seja ateh hj .
no mesmo dia em q respondi "sim e nao " vc veio jantar em ksa , vc falou em voz alta , pra todos , que eu era muito indeciso , te odiei por um breve momento , muito breve mesmo , apertei o garfo , nao era nada de mais , o idiota ali era eu.
tinha uma trilha que dava no lago no fim da nossa rua , uma vez fui lah com vc , gostava de ir lah , era queto , nao que nossa rua fosse movimentada , passa mais o menos 1carro/dia lah , nao era nem um pouco movimentada . mas lah no lago dava pra ver a estrada que ligava o condominio na cidade , tinha muito mato .
espero que vc nao seja como eu , doentio desse jeito . eu me lembro de vc , espero que vc lembre de min , ainda gosto muito de te conhecer do jeito em que vc esta em minha cabeca , vc nao era bonita eu axo , mas em minha memoria vc eh linda.